Onde está a linha de resistência que costura e alinhava a nossa identidade nacional embaixo desta casca padronizada que não nos pertence?
Além da cultura popular que se mantém nos guetos e nas periferias de todo o país, o que nós estamos produzindo de nacional efetivamente para evitar o desaparecimento da nossa identidade? Ficaremos de joelhos para a globalização boquiabertos com a facilidade de comunicação que ela nos proporciona e fecharemos os olhos para falta de criatividade, independência e preservação da nossa diversidade??
Sei que a história da humanidade é cíclica e que estamos num momento de transição rumo a uma época de resgate da criatividade e inovação. Aliás este processo que teve início no final do século 20, caminha a passos de tartaruga.
O que é nada palatável, é ter que conviver com o lixo cultural das massas cuja falta de qualidade parece não ter fim. Arrotam um pseudo-nacionalismo e chamam de popular um populismo, que chafurda na lama uma cultura enveredada pelo caminho do qualquer-custo à fama!
Cegamente escolhi o caminho da arte com a idéia ilusória de que poderia viver dela. Mas, que arte? E viver é trabalhar para pagar as contas, desejar boas festas, acompanhar e tentar entrar para a novela das 8, perseguir a estética massificada de aceitação e fazer terapia por sentir culpa por não conseguir fazer nada disso?
Nesta sociedade só me resta me vender e esperar a morte.. pra ver se volto com mais sorte. Por enquanto, me uno àqueles que ainda pensam que tudo é mais do que isso. Mas mesmo assim, a luta pelo poder é um maremoto. Nada podemos fazer além da nossa parte, que nessa luta, é apenas um pequeno foco.
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13 de dez. de 2009
invenções.
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10 de jun. de 2009
o nada.
sou nada. e quando me imagino, penso ser alguma coisa.
se me tirassem a faculdade de imaginar, morreria. E o nada que é tão maior que qualquer coisa, não seria suportável onde se sobrevive do que é menor.
alguma coisa é facilmente encaixado em qualquer mediocridade desse mundo rotulante... pois "alguma" pode ser "qualquer".
O nada, não! O nada é! O nada é o silêncio, é o espaço, é ausência... mas, é. é, e não é!
não é lixo,
não é excesso,
não é desperdício.
é simplesmente o nada. assim.. pronto pra que se faça escolhas:
pode se ser alguma coisa, qualquer coisa, tudo ou voltar pro nada.
O curioso é qualquer uma destas alternativas pode dar em: nada.
mas, o que vale é a experiência. Quando se entende o valor do nada, qualquer coisa vira tudo. E desse tudo, imagino ser alguma coisa. Pois se não o fizesse morreria antes de viver, pois descobriria que não sou nada antes de descobrir que o nada é tudo.
se me tirassem a faculdade de imaginar, morreria. E o nada que é tão maior que qualquer coisa, não seria suportável onde se sobrevive do que é menor.
alguma coisa é facilmente encaixado em qualquer mediocridade desse mundo rotulante... pois "alguma" pode ser "qualquer".
O nada, não! O nada é! O nada é o silêncio, é o espaço, é ausência... mas, é. é, e não é!
não é lixo,
não é excesso,
não é desperdício.
é simplesmente o nada. assim.. pronto pra que se faça escolhas:
pode se ser alguma coisa, qualquer coisa, tudo ou voltar pro nada.
O curioso é qualquer uma destas alternativas pode dar em: nada.
mas, o que vale é a experiência. Quando se entende o valor do nada, qualquer coisa vira tudo. E desse tudo, imagino ser alguma coisa. Pois se não o fizesse morreria antes de viver, pois descobriria que não sou nada antes de descobrir que o nada é tudo.
28 de abr. de 2009
pra ficar.
NUA.
NÃO ME VISTA. NÃO SOU NADA SUA!
NÃO MAIS O COMPROMISSO COM A VERDADE, E SIM: COM O VERDADEIRO.
NÃO MAIS NADA PELA METADE...
E SIM: O INTEIRO.
PRA ME DESPIR, VISTO-ME DE CORAGEM.
SE CALAR É MELHOR,
PREFIRO SEGUIR VIAGEM.
bEZERRA.
NÃO ME VISTA. NÃO SOU NADA SUA!
NÃO MAIS O COMPROMISSO COM A VERDADE, E SIM: COM O VERDADEIRO.
NÃO MAIS NADA PELA METADE...
E SIM: O INTEIRO.
PRA ME DESPIR, VISTO-ME DE CORAGEM.
SE CALAR É MELHOR,
PREFIRO SEGUIR VIAGEM.
bEZERRA.
10 de mar. de 2009
algum caos, mas pouco.
Passo horas olhando para o espelho...
especulando.
Me pergunto se o ser feliz que vejo é o que realmente sou.
Nunca vou saber.
Passamos tanto tempo buscando a felicidade, que a busca, vira costume.
A ponto de passarmos por ela e não reconhecê-la.
Porque a dor é tão forte e premente, que faz a felicidade parecer inexistente.
Olho para o espelho e fico feliz em questionar e ser questionada...
movimento que me faz sentir livre, viva e salva!
O resto...
nunca vou saber.
especulando.
Me pergunto se o ser feliz que vejo é o que realmente sou.
Nunca vou saber.
Passamos tanto tempo buscando a felicidade, que a busca, vira costume.
A ponto de passarmos por ela e não reconhecê-la.
Porque a dor é tão forte e premente, que faz a felicidade parecer inexistente.
Olho para o espelho e fico feliz em questionar e ser questionada...
movimento que me faz sentir livre, viva e salva!
O resto...
nunca vou saber.
12 de fev. de 2009
ser humano.
é.
gostaria que não fosse....
Se o que é pudesse ser por gosto, nunca meu gosto seria o que não fosse.
Pois, por gosto, já o seria.
E não se buscaria, pois o que se quisesse, se seria.
E o tédio se instalaria de maneira tal, que se começaria a querer que tudo não fosse o querer. E o que fosse por gosto não seria o que se gostaria.
e assim é.
gostaria, que não fosse!!!!
gostaria que não fosse....
Se o que é pudesse ser por gosto, nunca meu gosto seria o que não fosse.
Pois, por gosto, já o seria.
E não se buscaria, pois o que se quisesse, se seria.
E o tédio se instalaria de maneira tal, que se começaria a querer que tudo não fosse o querer. E o que fosse por gosto não seria o que se gostaria.
e assim é.
gostaria, que não fosse!!!!
4 de fev. de 2009
ODE
Arte. Pára todas as doenças.
para a pele, plásticas.
para as respiratórias, música...
para os ossos, dança.
para os olhos, nú.
para gastro, paciência.
para paciência: escrever, e
para escrever, paciência.
para o trânsito: sorrir!!
para os músculos: Nô.
para a cabeça: butô.
para as veias, teatro.
para os ouvidos, mímica.
para o sexo: performance...
para o fígado: comédia.
pra tudo: canção.
pra todos: cinema e livros.
pra criança: contação.
Pro cancêr: animação.
Pra aids: pensar.
pra todo o corpo: expressar.
pra vida: amar e desenhar....
E pro coração: tudo de novo, sem contra indicação.
Carol Bee.
para a pele, plásticas.
para as respiratórias, música...
para os ossos, dança.
para os olhos, nú.
para gastro, paciência.
para paciência: escrever, e
para escrever, paciência.
para o trânsito: sorrir!!
para os músculos: Nô.
para a cabeça: butô.
para as veias, teatro.
para os ouvidos, mímica.
para o sexo: performance...
para o fígado: comédia.
pra tudo: canção.
pra todos: cinema e livros.
pra criança: contação.
Pro cancêr: animação.
Pra aids: pensar.
pra todo o corpo: expressar.
pra vida: amar e desenhar....
E pro coração: tudo de novo, sem contra indicação.
Carol Bee.
12 de dez. de 2008
mágoa.
E não é fácil ter coragem de assumir quem somos. Irrito-me profundamente quando sou rotulada por parte do que sou.
Principalmente quando não me foi dada a oportunidade de mostrar que posso ser mais ou menos que este rótulo.
Isto, porque tudo o que sou foi arduamente construído por mim.
Nunca fui talentosa, nunca fui engraçada, nunca fui afinada, nunca fui reconhecida, nunca tive facilidades.
E hoje, se sou pelo menos parte do que nunca fui é porque busquei. Deu trabalho e ainda dá. E sou grata ao que ainda não sou!! Pois, me desafia ao "querer ser".
E se por algum motivo deixo de ser o que nunca fui, e assumo partes de maneira equivocada, só peço ajuda pra enxergar, pra que eu possa voltar a batalhar!! Sem orgulho!
mas, não venha me rotular.
Principalmente quando não me foi dada a oportunidade de mostrar que posso ser mais ou menos que este rótulo.
Isto, porque tudo o que sou foi arduamente construído por mim.
Nunca fui talentosa, nunca fui engraçada, nunca fui afinada, nunca fui reconhecida, nunca tive facilidades.
E hoje, se sou pelo menos parte do que nunca fui é porque busquei. Deu trabalho e ainda dá. E sou grata ao que ainda não sou!! Pois, me desafia ao "querer ser".
E se por algum motivo deixo de ser o que nunca fui, e assumo partes de maneira equivocada, só peço ajuda pra enxergar, pra que eu possa voltar a batalhar!! Sem orgulho!
mas, não venha me rotular.
8 de dez. de 2008
Como posso dar-te pequenas estrelas se eu só tenho a lua?
Se te basta uma pequena estrela e despreza a lua inteira pra provar humildade,
lembre que de longe, no céu, tudo o que parece miúdo e brilha, pode ser ou se passar por uma estrela.
Mas, neste mesmo céu, mesmo de longe, NADA por maior e mais brilhante que seja pode se passar pela lua.
cAROL.
lembre que de longe, no céu, tudo o que parece miúdo e brilha, pode ser ou se passar por uma estrela.
Mas, neste mesmo céu, mesmo de longe, NADA por maior e mais brilhante que seja pode se passar pela lua.
cAROL.
Augusta.
E mesmo assim eu afago a mão que me agride e beijo a boca que me cospe.
A alma que constrói coisas belas é a mesma que destrói.
A intensidade pode tomar parte num corpo sutil.
Percebe-se que o beijo pode ser realmente a véspera do escarro.
A mesma boca doce também cala e vomita.
Se espera que de noite seja o frio!!
Mas não se imagina que o frio pode vir das flores!
Os mesmos dedos que tocam "choro" num violão, são os mesmos que por ausência, podem fazer chorar um coração....
E o coração, ah!!! Esse é o único capaz
de abrir a cortina e ver por trás.
Carol.
A alma que constrói coisas belas é a mesma que destrói.
A intensidade pode tomar parte num corpo sutil.
Percebe-se que o beijo pode ser realmente a véspera do escarro.
A mesma boca doce também cala e vomita.
Se espera que de noite seja o frio!!
Mas não se imagina que o frio pode vir das flores!
Os mesmos dedos que tocam "choro" num violão, são os mesmos que por ausência, podem fazer chorar um coração....
E o coração, ah!!! Esse é o único capaz
de abrir a cortina e ver por trás.
Carol.
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